terça-feira, 25 de setembro de 2012

Histórias sem fim, de Mãezinha

Eu aqui de boa, e não é que ouço a mãe cantando lá no quarto da Telma, uma marchinha de carnaval?
 
Disse que era de "1.960", eu não tinha nem nascido (claro!)... Chamou minha atenção porque achei bonitinha a música em si, e ela cantando feliz da vida... Que graça!
 
Aí comecei a perguntar, perguntar, e perguntar... E ela a responder, responder e responder foi que ela me disse que estava noiva do meu pai nessa época. Acredita? Ficou noiva em dezembro e em janeiro foi viajar e detalhe, essa viagenzinha durou quase um ano, e por esse tempo os noivos se correspondiam por cartas, só voltou para se casar. Neste ano, no carnaval foi para casa de Milu (irmã da minha avó - tia da minha mãe), foi passar uns tempos em sua casa, com minha vó Zefa (sua sogra), minhas tias Nenê e Laurinda e meu tio Lourival (os três irmãos do meu pai), ficaram em Pirapora, e depois do carnaval todos seguiram viagem para a Bahia - Paratinga, exceto minha mãe que ficou um bocado de tempo por lá mesmo!
 
E então, como eu estava dizendo,  numa "tristeza" só - que a gente pode imaginar (risos), mãezinha, tia Nenê (que também estava sendo afastada de um amor da sua vida - na época), foram curtir o carnaval num salãozinho pequeno que tinha por perto, com Armando (nem imagino quem seja! Ela disse que é primo dela),... E pronto! Bastou para se divertirem! "Ôooo coisa boaaaa!" Resumiu ela... rssss
 
Mãezinha contou muitas histórias dessa época. Histórias dela, do meu pai, da minha tia Nenê, dos meus avós... que delícia ouvir!!!! Ahhh também disse que voltou porque meu tio Carlos (seu irmão) foi buscá-la, que boooommm né?? Ela precisava se casar!!! (Morri de rir kkkkkkkkkkk...).
 
Ahhh querem saber: E meu paizinho onde estava nesse carnaval e nesse ano? Ahhh ficou aqui em São Paulo tah??? rssss... Nessa época era assim... finalizou ela: Noivos não viajavam juntos!
 
Posso???? 
 
Amei ouvir os contos das minhas origens!
 
A música que abriu passagem para TODAS essas lembranças e histórias foi:
 
MADUREIRA CHOROU (Marchinha de Carnaval)
 
Madureira chorou
Madureira chorou de dor
Quando a voz do destino
Obedecendo ao divino
A sua estrela chamou
Gente modesta
Gente boa do subúrbio
Que só comete distúrbio
Se alguém os menosprezar
Aquela gente que mora na zona norte
Até hoje chora a morte da estrela do lugar
(Só eu não posso chorar)

 
 

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